FILMES SELECIONADOS

De 13 a 26/03
no Youtube da ColetivA DELAS


Semana 1
Exibições de 13 a 19/03

Sessão Reflexos do Feminino

à beira do planeta mainha soprou a gente (13', Salvador/BA)
Direção: Bruna Barros e Bruna Castro
Sinopse: Através de imagens de arquivo pessoal e reflexões sobre as ambivalências que às vezes se imprimem em relações cheias de amor, "à beira do planeta mainha soprou a gente" apresenta recortes de afeto entre duas sapatonas e suas mães. 


Alcateia (18', Indaiatuba/SP)
Direção: Carolina Castilho
Sinopse: Mulheres que correm umas com as outras. Curta-metragem livremente inspirado pelo livro Mulheres Que Correm Com os Lobos, de Clarissa Pínkola Estés.

Alfazema (24', Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Sabrina Fidalgo
Sinopse: É carnaval e Flaviana vive um difícil dilema; como se livrar do amante que se recusa a sair de seu chuveiro?

A mulher que me tornei (6', Aracaju/SE)
Direção: Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos
Sinopse: Um diálogo entre duas mães sobre a maternidade e suas transformações.

CRUA (20'40", Belo Horizonte/MG) 
Direção: Clara Vilas Boas e Emanuele Sales
Sinopse: Uma adolescente pertencente a uma família de classe média tenta lidar com incômodos que a perseguem cotidianamente e traumas do seu passado.

Ditadura Roxa (20', Belo Horizonte/MG)
Direção: Matheus Moura
Sinopse: Yeda, mulher verde, vende pães para sustentar a casa onde vive com seu marido doente. Por meio do contexto das pessoas verdes, conhecemos a realidade de quem vive à margem de uma sociedade roxa e conservadora. Uma oportunidade faz com que Yeda repense sua identidade e seus valores. 

Estilhaços (18', Florianópolis/SC)
Direção: Julie de Oliveira
Sinopse: Uma mulher que em sua juventude fora diagnosticada com transtorno de personalidade borderline acredita não ser capaz de morrer. Ela vai descobrir a origem dessa crença ao encontrar consigo mesma. 

Eu Vejo Névoas Coloridas (18', São Paulo/SP)
Direção: Pedro Jorge
Sinopse: Gisele Marie Rocha é muçulmana e guitarrista da banda de thrash metal Eden Seed. Ela segue buscando seu reconhecimento no meio musical sem que sua religião seja uma questão, mas para isso ela precisa ver névoas coloridas.

MARCO (20', Iguatu/CE)
Direção: Sara Benvenuto
Sinopse: Isadora decide retornar a sua cidade natal após saber da grave doença de seu pai. Ao chegar lá, ela revive sua tensa relação com a mãe em meio as reminiscências familiares mais dolorosas.

Margarida, presente! (6', Serra Talhada
/PE e Brasília)
Direção: Shaynna Pidori
Sinopse: O curta conta a história da líder sindical Cícera Nunes da Cruz que entrou no movimento sindical ainda jovem e se tornou a primeira mulher presidenta da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pernambuco (Fetape). Sertaneja, assentada da reforma agrária no município de Serra Talhada e feminista, Cícera conta sua trajetória no movimento e fala dos desafios das mulheres diante do atual governo antidemocrático e misógino.

MARIA (16', Manaus
/AM)
Direção: Elen Linth Co-direção: Riane Nascimento
Sinopse: Nascida aos 16, numa cidade ensanguentada por corpos de peito e pau. 

O QUE MEU CORPO FALA (11', Marechal Deodoro/AL)
Direção: Valéria Nunes e Glauber Xavier
Sinopse: Nos limites de seu jardim, uma mulher dança e vive - refletindo seu papel no mundo através da escuta de sua dança e das histórias que estão impressas em seu corpo.

Para Todes (13', Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Victor Hugo Soares, Samara Garcia e equipe
Sinopse: Futebol é para todes? Os alunes da Escola Municipal Adalgisa Nery, localizada no bairro de Santa Cruz, Rio de Janeiro, embarcam numa aventura para mostrar ao mundo que é necessário romper com muros visíveis e invisíveis. Estes, acabam impossibilitando na maior parte das vezes pessoas com necessidades especiais, LGBT'S, mulheres e entre outros grupos de participarem de partidas de futebol. No linguajar deles, mesmo que a partida seja à brinca ou a vera, há uma intensa disputa para saber o vencedor.

Pluma Forte (13'21", Campinas/SP)
Direção: Coraci Ruiz
Sinopse: Pluma Forte é um doc-poema sobre o corpo da mulher: dissidente, desejante, desviado, empoderado, suado, latejante, sobrevivente. Em cena, quatro artistas que desafiam os padrões, subvertem as normas e poetizam seus corpos em atos de resistência e transgressão.

Seremos Ouvidas reflexos (12'55", Curitiba/PR)
Direção: Larissa Nepomuceno
Sinopse: Como existir em uma estrutura sexista e ouvinte? Gabriela, Celma e Klicia, três mulheres surdas com realidades diferentes, compartilham suas lutas e trajetórias no movimento feminista surdo. 

____________________________________________________________________________________

Sessão Cine Sexualidade

Aonde Vão Os Pés (14'08", Curitiba/PR)

Direção: Débora Zanatta
Sinopse: Ela percorre os caminhos da adolescência com coragem para viver seus desejos. E no encontro com o inesperado se coloca a correr, confiante em seus próprios pés.

Bicha-bomba (08', Curitiba/PR)
Direção: Renan de Cillo
Sinopse: Este filme "não é capaz de vingar as mortes, redimir os sofrimentos, virar o jogo e mudar o mundo. Não há salvação. Isso aqui é uma barricada! Não uma bíblia."

B Não é de Biscoito (15', Salvador/BA)
Direção: Hilda Lopes Pontes e Chris Mariani
Sinopse: Numa tarde, quatro jovens se encontram e compartilham vivências sobre serem bissexuais em um mundo marcado pela heteronormatividade.

Colômbia (16', Recife/PE)

Direção: Manuela Andrade
Sinopse: Carmen é uma atriz colombiana que vem morar em Recife fascinada com o atmosfera artística da cidade. Julia é uma jornalista desempregada que está de partida, desiludida com o cenário político do país. O encontro delas revira o mundo das duas.

Conexões (10'39", Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Rafael Jardim
Sinopse: "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém." (Carlos Drummond de Andrade). Casais discutem suas relações entrelaçadas pelos planos de um deles.

Flamingos (12'32", Pelotas/RS)
Direção: José Pedro Minho
Sinopse: O time Real Flamingos S.C. surge como um grupo de resistência LGBTQ+ no futebol. Eles buscam espaço neste espaço hostil e querem combater o comportamento machista e homofóbico no futebol.

Inabitaveis (25', Vila Velha/ES)

Direção: Anderson Bardot
Sinopse: Uma companhia contemporânea de dança está prestes a estrear Inabitáveis, o seu mais novo espetáculo que aborda como tema a homoafetividade negra. Paralelamente aos ensaios, o Coreógrafo constrói uma amizade com Pedro, um jovem menino negro que não se identifica como menino.

Olvidados - Juju e as bonecas (5'49", Cataguases/SP)
Direção: Gabriel Nunes Tupinambás
Sinopse: Juju e as bonecas é o primeiro curta da série "Olvidados", onde pessoas comuns contam suas histórias de solidão, apresentando a compensação gerada por elas para ter uma vida melhor. Após ser rejeitado pela família por seu "problema", Juju vira mãe de suas bonecas.

Os Últimos Românticos do Mundo (22'50", Recife/PE)
Direção: Henrique Arruda
Sinopse: O mundo está prestes a ser extinto por uma misteriosa nuvem cor de rosa. Distante do caos urbano, Pedro e Miguel só buscam a eternidade.

Procreare (15'12", São Roque/SP)
Direção: Alice Stamato
Sinopse: "Procreare" é curta-metragem sobre o sacrifício que somos capazes de fazer para realizar um sonho. Vinícius, um jovem escritor, decide tirar férias da família e da cidade grande. Ele aluga uma casa de praia em uma ilha isolada. Kika, a caseira da casa, é quem o recebe e mostra como funciona a casa. No dia seguinte ele conhece Janaína, uma jovem misteriosa, que vai todos os dias para limpar a casa. Vinícius e Janaína acabam se aproximando, até ficarem bem íntimos. Janaína some, e em um misto de culpa e perturbação Vinícius vai embora, sem saber que fez parte de um plano. Enquanto o casal de caiçaras Janaína e Kika torcem para que dessa vez a gravidez vingue.

Raone (02'20", São Paulo/SP)
Direção: Camila Santana
Sinopse: Raone tem quatro anos e mora em Taboão da Serra - SP. Uma criança que gosta de fantasiar, correr, brincar de boneca e fazer bolhas de sabão. Enquanto cria suas histórias e descobre o mundo vai traçando uma infância alegre e livre de estereótipos.

Sobre Nossas Cabeças (15', Salvador/BA)
Direção: Susan Kalik; Thiago Gomes
Sinopse: Cícero perdeu seu irmão para o ódio racial. Agora, seu cunhado quer salvá-lo do mesmo destino, levando-o a força para outro lugar.

Sonho de uma Noite de Tesão (4', Belford Roxo/RJ)
Direção: Sandro Garcia
Sinopse: Beatriz explana seus gostos pessoais num dialeto francês. Mas ela guarda um segredo que só sua gata sabe.

Tônica da Cidade (18', São Paulo/SP)
Direção: Viviane Rodrigues
Sinopse: Duas mulheres, uma noite quente em São Paulo e doses perigosas de gin, memória e mágoa. "Tônica da Cidade" é um filme sobre disritmias emocionais no cenário tão corriqueiro das grandes cidades.

Quem Eles Pensam que Eu Fui (12'12", Rio de Janeiro/RJ) 
Direção: Débora Fiuza
Sinopse: Ao passar por um processo de luto, Bia entra em contato com a morte pela primeira vez de forma tão pessoal e angustiante. O drama acompanha o dia do sepultamento em que a morte, pressuposta consequência da violência da cidade, atrai desconfortáveis comentários. Bia encara os sentimentos de outros enquanto reprime seu próprio sofrimento por perder Íris, que retorna em insistentes memórias, revezando entre o aconchego e a melancolia. As recordações revelam a relação íntima entre as duas, à medida que se apaixonam, e revelam um relacionamento abusivo no passado de Íris. A raiva de Bia contrasta com o afeto entre as duas, em uma trégua em meio a dor, a memória do amor faz a vida valer a pena. 

____________________________________________________________________________

Semana 2
Exibições de 20 a 26/03

Sessão Ser Trans

Apenas Garota (19'18, São Bernardo do Campo/SP)
Direção: Danilo Facioli
Sinopse: Denise, Hannah e Leticia são três mulheres comuns com histórias extraordinárias. Como pessoas transgênero, elas relatam as dificuldades em adquirir identidade e as represálias sofridas dentro de uma sociedade intolerante e preconceituosa.

Aqueles Dois (15', Fortaleza/CE)
Direção: Émerson Maranhão
Sinopse: Dois homens. Duas histórias que se cruzam. Duas vidas unidas por uma condição que define suas existências. Duas jornadas em busca de amor e de se reconhecer no espelho.

Downpression (10'09", Santo Amaro da Purificação/BA)
Direção: Assaggi Piá e Rodrigo Mends
Sinopse: Iroko é um homem trans negro e artista que tem em seu cotidiano o desafio de suprir as expectativas da sociedade ao mesmo tempo que tenta lidar com seus conflitos internos configurado em medo, ansiedade, crise de pânico e depressão.

Enme No Corre (7'41", São Luis/Maranhão)
Direção: Enme Paixão
Sinopse: O documentário "Enme No Corre" mostra os preparativos da artista Enme para o maior festival de música do Maranhão, o festival BR 135 na edição 2019. Enme é uma artista queer natural do Maranhão, cantora, compositora e rapper que traz os ritmos e tambores nordestinos na sua sonoridade. Iniciou sua carreira em 2014 e, desde então, atuou como produtora cultural, dj, performer dragqueen e rapper.

Escritas ao entorno da carne (19'54", Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Sumé Aguiar
Sinopse: Escritas ao entorno da carne é um híbrido de documentário e ficção que compartilha sobre os diferentes posicionamentos das corporalidades em meio a instituição de arte e a mata. Entre a linha tênue da performance e do cotidiano, é explorado formas e questionamentos acerca da criação de memórias e do desdobramento do discurso de gênero.

Lamento de Força Travesti (4'47'', Buíque/PE)
Direção: Renna
Sinopse: Um ato de resistência.
Uma forma de persistir
No sonho de
Acordar e estar
VIVA
todos os dias.
Qual o seu sonho?
Como você se imagina daqui há 10 anos?
Ser uma corpa trans e travesti no Brasil é um ato de resistência diária, estar viva e se permitir sonhar é preciso. Em um sertão futurista onde um grupo de travestis cangaceiras criam seu próprio reduto. Do barro criam suas corpas-territórios, evocam da força do fogo suas ancestralidades, celebram as suas existências e sonham.

Lyz Parayzo Artista do Fim do Mundo (15', Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Fernando SanTana
Sinopse: A obra independente acompanha o início da trajetória artística de Lyz Parayzo, artista
visual que através de suas obras e performances, coloca em discussão qual o espaço da arte em um corpo não binário provindo da periferia. Lyz, tem o corpo como principal suporte de trabalho e sua performatividade diária como plataforma de pesquisa revelando o descompasso entre o que se diz, o que se faz, o discurso e a prática. Pela falta de autorização, pela intromissão, pela inclusão não desejada, questionando a escola livre que não permite se libertar, a galeria de arte que não inclui o não vendável, o espaço institucional que assimila a transgressão desde que já incorporada pelo sistema.

Para Verônica (21'17'', São Paulo/SP)
Direção: Fran Lipinski
Sinopse: Uma fantasia erótica chega à casa de Teobaldo. No meio da noite, ele acorda para vesti-la e tirar uma foto para enviar para a ex-mulher.

REEXISTIR | VIVÊNCIAS DE UMA TRAVESTI (3', São Paulo/SP)
Direção: Antônio Cortez
Sinopse: "Reexistir" apresenta vivências e resistências nas histórias de luta da comunidade LGBT. Histórias estas, contadas em prol de gerar mais empatia e compaixão entre as pessoas de dentro e fora da comunidade, e principalmente, levar uma mensagem de esperança, força e resiliência para todos os LGBT's, nos estimulando a seguir de cabeça erguida e continuar resistindo.

Sobrevivo (13'50", São Luís/MA)
Direção: Dudu Gehlen e Jerry Quadros
Sinopse: O corpo, que ao andar pelas ruas, anda também pelo caminho de sua vida. É como andarilho que relembra o seu passado e de como tudo se dá, sobre as respostas que nunca se encontram. Nesta caminhada algumas analogias são criadas, o corpo apedrejado, o animal primitivo, a crucificação.

Transbordando Amor (14'36", Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Gab Meinberg
Sinopse: Antes da transição de gênero, o Gab Meinberg tinha medo de se deparar com um mundo de preconceito e intolerância. Mas, ao iniciar esse processo de se encontrar, ele se deparou com pessoas nessa mesma jornada que trouxeram muito amor para a vida dele. Transbordando Amor é um um curta documental da Vintepoucos que fala um pouco sobre o processo de transição de um grupo de homens trans, e do que eles descobriram de positivo nessa jornada pela busca de si mesmos.

Tenebrosas? (15', São Paulo/SP)
Roteiro: Jhonatan Bào
Sinopse: Através da autoinvestigação de quatro pessoas trans, com uma abordagem poética-reflexiva, "Tenebrosas?" propõe a reinvenção de imaginários sociais sobre corpos trans e travestis no cotidiano.

Valenttina Luz (04'50", São Paulo/SP)
Direção: Luís Gustavo Meneguetti
Sinopse: O mini-documentário conta brevemente a história da multi-artista Valenttina Luz, dj e performer residente da festa Mamba Negra (SP) e ícone do circuito underground de música eletrônica. Valenttina compreendeu sua sexualidade ainda na infância e contou com o apoio da família em seu processo de transição de gênero. Por ser mulher trans e preta, experienciou o preconceito desde muito cedo e entende a luta contra a transfobia como um objetivo de vida.

Vinde como estais (15', Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Rafael Ribeiro e Galba Gogóia
Sinopse: Em um clima pós-eleições, Kit Redstone desembarca na devastada Cidade Olímpica, Rio de Janeiro. Escritor, diretor e performer teatral radicado em Londres, Kit é um homem transgênero e vem ao Brasil com o objetivo de produzir uma peça teatral com atores transexuais no país que mais mata travestis do mundo. Durante o processo, conhecemos esses artistas e suas perspectivas sobre como é ser LGBTQI+ e artista em um cenário apocalíptico para as minorias sociais no país.

Vráaa (20'06'', Belém e Ananindeua/PA) 
Direção: Caio de Jesus
Sinopse: Moradora do Bairro do Guamá, na capital paraense, Xuryu se criou e viveu a maior parte de sua vida na periferia onde diz ser o seu lugar. Desenvolveu habilidades incontáveis, atuando como promoter de festas, dirigindo ações sociais, recontando e reescrevendo a história do seu bairro. Hoje, dedica-se fielmente ao seu salão de beleza onde trabalha como cabeleireira há mais de 6 anos.
Produzido no período de 2018 a 2019, o documentário conta com depoimentos de seus amigos e imagens inéditas das andanças e artes de um ícone da cultura periférica de Belém, corpo de pura encantaria e movimento.

____________________________________________________________________________

Sessão Especial Videoarte

Acho que estou ficando velha (09'41", São Paulo/SP) 

Direção: Luiz Felipe Aranha
Sinopse: Uma avó se depara com uma cena um tanto incomum para sua realidade. Seu neto dorme abraçado com um outro rapaz no quarto de visitas. Fato incomum para tal senhora conservadora, desperta uma série de reflexões nunca antes exploradas. Aquele domingo de missa se transforma em uma jornada em busca do entendimento da nova geração.   

América das Outras (6', Osasco/São Bernardo do Campo/São Paulo- SP/ Ipaba- MG/ Vitória-ES)
Direção: Endêmica Coletiva
Sinopse: América das Outras é uma vídeo performance que discute as consequências da colonialidade no corpo da mulher ao propor uma conexão entre terra, fronteira, história e apagamento das identidades femininas.

Amor Oriental (7'38", Juiz de Fora/MG)
Direção: Jeann Cavallari
Sinopse: Dizem que cada pessoa é um mundo, um mundo de possibilidades, de diferenças. É lindo, mas também assusta, porque afasta as possibilidades de conhecer as pessoas em um nível profundo. Plutão, por exemplo, sequer deu uma volta ao redor do sol e já deixaram de considera-lo planeta. À distância, a gente se conhece pelo olhar, pelas definições que o outro nos dá. Ou pelos encontros: como o pôr do sol na Califórnia e o sol nascente japonês.

cãofanhotos - não tão - gigantes: fábulas sobre ratos e ratazanas (9'26", Brasília/DF)
Inquietação poética de: Gustavo Gris
Sinopse: Gustava faz um passeio por suas memórias e locais de crescimento.

Copacabana Madureira (18', Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Leonardo Martinelli
Sinopse: Eleições presidenciais. Notícias falsas. Prazeres e dores pelos bairros da cidade. Brasil, século XXI.

Don't touch, It's art (7', Brasília/DF)
Direção: Caio Mota
Sinopse: Este filme segue as normas da ABNT: Aloka bixa, não toque! (CACHORRA, 2019)Acho que estou ficando velha 09:41 São Paulo Uma avó se depara com uma cena um tanto incomum para sua realidade. Seu neto dorme abraçado com um outro rapaz no quarto de visitas. Fato incomum para tal senhora conservadora, desperta uma série de reflexões nunca antes exploradas. Aquele domingo de missa se transforma em uma jornada em busca do entendimento da nova geração.

Epitélio (5', Campo Grande/MS)
Direção: Lucas Miralles
Sinopse: Epitélio caracteriza-se por apresentar seres "unidos" mesmo que distantes. Neste trabalho, apresentam-se máscaras responsáveis pelo revestimento do ser e pelo aprisionamento de sensações nocivas a ele. Tem formato variado, mas todas elas o transformam em humanoide o qual é, geralmente, acompanhado pela falta de ser. Em seres com formato cúbico, o núcleo tende a ser esférico e o terror costuma aparecer disfarçado de naturalidade. Já em seres achatados, o núcleo apresenta-se também com formato chato, cansado e vazio. Epitélio possui dois lados distintos, ou seja, é polarizado. O lado voltado para fora do órgão (ser) é chamado de superfície apical, aquela que já chegou ao limite. Já a porção voltada para o lado oposto recebe o nome de superfície basal, a que nos mantém no plano terrestre e nos mantém presos a nós mesmos por uma fina camada chamada pele.

Felipe Nogueira Godoy Efe Godoy (1'29", Belo Horizonte/MG)
Direção: Efe Godoy
Sinopse: De onde vem o desejo de ser híbrida?
desenho real fantástico
Um mergulho dentro de um ser que se transforma,
vídeo arte
com texto e imagens do cotidiano de Efe Godoy

Heterotopias - Entre Olhos e Olhares (8'14, São Paulo/SP, Foz do Iguaçu/PR, Porto Velho/RO, Lisboa)
Direção: Fernando SanTana e João Eduardo Peçanha de Freitas
Sinopse: Um mergulho na identidade sexual e suas implicações a partir das expectativas externas de como cada indivíduo deve cumprir seu papel em uma sociedade guiada pela heteronormatividade compulsória.

Híbrida (4'19", São Paulo/SP)
Direção: Rodrigo D'Alcântara
Sinopse: Na videoarte Híbrida, a narrativa é simbolicamente construída pelas próteses de unhas de Ana Matheus Abbade e pelas composições queer multicoloridas de AVAF. O universo apresentado no vídeo é a hibridização desses elementos para uma atualização do mito grego da Medusa.

Joãosinho da Goméa - O Rei do Candomblé (14'24", Duque de Caxias/RJ)
Direção: Janaina Oliveira ReFem; Rodrigo Dutra
Sinopse: O filme apresenta Joãosinho da Goméa como narrador principal de sua história. Com músicas cantadas por ele, performances provocadoras e arquivos diversos que ressaltam o quanto ele é importante para as religiões de matriz africana. A Rainha Elizabeth II disse que se o candomblé tivesse um rei, esse seria Joãosinho da Goméa, o Rei do Candomblé.

Maria João (04'07", Fortaleza/CE)

Direção: João Fontenele
Sinopse: Maria João é uma vídeo performance que nasce do meu desejo de trazer reflexões importantes para a sociedade, a partir do que eu vivo. Compus a música inicialmente como um poema, em um momento bem difícil, de questionamentos e de cobrança familiar. Depois decidi musicar e me arrisquei a gravar. Daí me veio a necessidade de criar uma vídeo-performance, talvez pelo desejo de me colocar em jogo, de me mostrar como cidadão questionador e artista inquieto, ainda mais pela composição vir das minhas experiências. Eu queria gritar de alguma forma essas palavras que vieram à minha cabeça pelo acúmulo de questionamentos e inseguranças, em um momento complicado, onde eu, aos 27 anos, ainda estava desconfortável comigo mesmo e sendo cobrado por uma heterossexualidade. Minha mãe cobrava casamento com uma mulher, netos e um "sentar como homem". Fora as piadas machistas que eu ouvia de algumas pessoas próximas a mim.

PARA NÃO DANÇAR EM SEGREDO (18', Petrolina/PE)
Direção: André Vitor Brandão
Sinopse: Para Não Dançar em Segredo" evoca as problemáticas de uma construção de masculinidade hegemônica no Sertão, pelo fato de que esta, arquitetou modos de ser/estar homem nesse lugar, como também, na própria linguagem da dança. Desse modo, o filme é um convite a celebração das masculinidades na dança, um desejo de tornar manifesto a pluralidade imanente dos corpos masculinos, sobretudo, daqueles que habitam o Sertão e que carregam em si as contradições e os agenciamentos sócio históricos que, por muito tempo, perpetraram nesse território lógicas hetero-cis-normativas.

Projeto Solidão (14'50", Mandirituba/PR)
Direção: Andrio Robert
Sinopse: Sou um homem gay percorrendo caminhos sensíveis para dentro de mim e buscando desvendar os horrores e a beleza, as dores e o prazer de estar só. Quando todos partem e preciso ser a minha companhia me perco nas tentativas de ouvir a sua voz, a minha voz...Viajo caminhos mentais e mundos emocionais para encontrar as galáxias perdidas e jamais exploradas aqui dentro. Abandono, despedidas, saudades, dores e florescer.

Retomada (5'25", Belo Horizonte/MG)
Direção: Isis Mello
Sinopse: Em uma performance guiada pelas vozes de diferentes mulheres, uma personagem expressa em seu corpo as diferentes emoções de diversas realidades e experiências sobre os vastos sentidos de ser mulher. Abordando a descoberta do corpo, a sexualidade e a emancipação feminina, inicia uma busca pela retomada da autonomia sobre seu próprio corpo.

____________________________________________________________________________